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Alerj homenageia afroturismo com Diploma Abdias Nascimento

ResumoA Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou projeto que concede o Diploma Abdias Nascimento a espaços de afroturismo. A homenagem valoriza roteiros e equipamentos culturais que promovem a história e a cultura afro-brasileira no estado. A iniciativa reconhece o legado de Abdias Nascimento, ativista e intelectual, na luta contra o racismo.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou projeto que homenageia espaços de afroturismo com o Diploma Abdias Nascimento. A iniciativa valoriza roteiros e equipamentos culturais que preservam a memória negra no estado.

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Aline Furtado
· · 4 min de leitura
Alerj homenageia afroturismo com Diploma Abdias Nascimento
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou projeto que homenageia espaços de afroturismo com o Diploma Abdias Nascimento. A iniciativa valoriza roteiros e equipamentos culturais que preservam a memória negra no estado.

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sancionou, em 2025, o Diploma Abdias Nascimento, uma honraria que reconhece espaços de afroturismo no estado. A iniciativa, de autoria da deputada Dani Monteiro (PSOL), visa valorizar roteiros, centros culturais e equipamentos turísticos que preservam a memória negra e promovem a luta antirracista. O diploma leva o nome do intelectual e ativista Abdias Nascimento, figura central no movimento negro brasileiro.

O afroturismo, segmento que conecta viajantes à história e cultura afro-brasileira, ganha força no Rio de Janeiro. A Alerj, ao criar o Diploma Abdias Nascimento, oficializa o reconhecimento a espaços que mantêm viva a herança africana. A medida reflete um movimento maior de valorização da identidade negra no turismo, setor que responde por cerca de 8% do PIB fluminense, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo (Setur-RJ).

Como funciona o Diploma Abdias Nascimento

O diploma será concedido anualmente a espaços de afroturismo que se destaquem na promoção da cultura afro-brasileira. Podem concorrer roteiros guiados, museus, centros culturais, quilombos urbanos e rurais, terreiros, e outros equipamentos turísticos que tenham o protagonismo negro como eixo central. A seleção será feita por uma comissão mista, composta por representantes da Alerj, da Secretaria de Cultura e de entidades do movimento negro.

Critérios de seleção

Os critérios para a concessão do diploma incluem:

  • Relevância histórica e cultural do espaço para a memória negra.
  • Atuação comprovada em ações antirracistas e de valorização da herança africana.
  • Impacto social e turístico na comunidade local.
  • Transparência na gestão e acessibilidade ao público.

Segundo a deputada Dani Monteiro, o diploma "não é apenas um troféu, mas um instrumento de visibilidade para espaços que muitas vezes são invisibilizados pelo turismo tradicional".

Abdias Nascimento: o nome por trás da honraria

Abdias Nascimento (1914-2011) foi um dos maiores intelectuais e ativistas do Brasil. Fundador do Teatro Experimental do Negro (TEN), em 1944, ele dedicou a vida à luta contra o racismo e à valorização da cultura afro-brasileira. Foi também senador da República e secretário de Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

O nome do diploma homenageia sua trajetória de resistência. "Abdias Nascimento é um símbolo da luta antirracista no Brasil. Dar o nome dele a essa honraria é um reconhecimento da importância do seu legado para o afroturismo", afirmou a deputada Dani Monteiro em plenário.

Afroturismo no Rio de Janeiro: um setor em expansão

O Rio de Janeiro concentra cerca de 30% dos empreendimentos de afroturismo do país, segundo levantamento do Ministério do Turismo (2024). Roteiros como a Pequena África, na região portuária, o Circuito da Herança Africana, em Madureira, e o Quilombo do Camorim, na Zona Oeste, atraem visitantes nacionais e estrangeiros.

A Setur-RJ estima que o afroturismo movimente anualmente R$ 150 milhões no estado, gerando empregos diretos e indiretos em comunidades periféricas. "O turismo de base comunitária, especialmente o afroturismo, é um vetor de desenvolvimento econômico e social", destacou o secretário de Turismo do estado, Gustavo Tutuca.

Próximos passos: como inscrever espaços

A Alerj ainda não publicou o edital para a primeira edição do Diploma Abdias Nascimento, mas a expectativa é que as inscrições ocorram no segundo semestre de 2025. Espaços interessados devem ficar atentos ao site oficial da Assembleia e às redes sociais da deputada Dani Monteiro. A comissão avaliadora priorizará iniciativas que comprovem impacto positivo na comunidade e alinhamento com os princípios do afroturismo.

Para quem deseja conhecer o afroturismo no Rio, a dica é começar pelo Circuito da Pequena África, que inclui o Cais do Valongo, o Jardim Suspenso do Valongo e o Centro Cultural José Bonifácio. O roteiro é guiado por historiadores e ativistas locais, e pode ser agendado com antecedência.

Perguntas Frequentes

O que é o Diploma Abdias Nascimento?

É uma honraria criada pela Alerj para reconhecer espaços de afroturismo no estado do Rio de Janeiro. O diploma leva o nome do ativista Abdias Nascimento.

Quem pode receber o diploma?

Roteiros, centros culturais, museus, quilombos, terreiros e outros equipamentos turísticos que promovam a cultura afro-brasileira e a luta antirracista.

Como inscrever um espaço?

Ainda não há edital publicado. A previsão é que as inscrições sejam abertas no segundo semestre de 2025, com divulgação no site da Alerj.

Qual a importância do afroturismo?

O afroturismo valoriza a história e cultura negra, gera renda em comunidades periféricas e combate o racismo estrutural. No Rio, movimenta cerca de R$ 150 milhões por ano.

Onde assistir a filmes sobre afroturismo?

Produções como "O Rio de Janeiro Negro" (2023), de Lilian Solá Santiago, e "Pequena África" (2022), de Zozimo Bulbul, estão disponíveis em plataformas de streaming e em mostras de cinema negro.

cinema negro brasileiro 2025 roteiros de afroturismo no Rio

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Aline Furtado

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