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Criatividade de ambulantes em exposição no Rio até dia 30

ResumoA exposição 'Não Somos Mula', do fotógrafo Rogério Reis, apresenta cerca de 120 imagens de ambulantes das praias do Rio de Janeiro no Centro Municipal Hélio Oiticica até 30 de agosto. A mostra documenta a criatividade e a força desses trabalhadores informais, revelando soluções visuais e estratégias de sobrevivência no espaço urbano carioca.

Até 30 de agosto, o Centro Municipal Hélio Oiticica recebe a exposição 'Não Somos Mula', do fotógrafo Rogério Reis, com cerca de 120 imagens que revelam a criatividade e a força dos ambulantes das praias do Rio de Janeiro.

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Aline Furtado
· · 4 min de leitura
Criatividade de ambulantes em exposição no Rio até dia 30
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

Até 30 de agosto, o Centro Municipal Hélio Oiticica recebe a exposição 'Não Somos Mula', do fotógrafo Rogério Reis, com cerca de 120 imagens que revelam a criatividade e a força dos ambulantes das praias do Rio de Janeiro.

Criatividade de ambulantes é tema de exposição fotográfica no Rio

A criatividade e a força de trabalhadores ambulantes das praias do Rio de Janeiro estão em destaque em uma exposição fotográfica que ocupa o Centro Municipal Hélio Oiticica, no centro da capital fluminense, até o dia 30. A mostra reúne cerca de 120 imagens, a maioria apresentada ao público pela primeira vez.

O que você vai ver na exposição 'Não Somos Mula'

A exposição 'Não Somos Mula', do premiado fotógrafo Rogério Reis, apresenta cerca de 120 fotografias que revelam o dia a dia dos ambulantes que ganham a vida nas areias da orla carioca. O nome 'mula' remete a esses trabalhadores, que carregam peso, como os vendedores de mate com seus dois galões de bebidas.

As imagens fazem um contraponto poético ao trabalho pesado: carrinhos, caixas térmicas, guarda-sóis e suportes improvisados aparecem como verdadeiras esculturas e instalações. Reis dá a esses elementos 'uma visão mais lúdica, mais artística', conforme define.

Como a criatividade dos ambulantes é retratada nas fotos

O fotógrafo explica seu método: 'Na verdade, meu método de trabalho é uma sistematização poética desses artefatos, dessas ferramentas, dessas gambiarras todas usadas como suporte para exposição dos produtos'. As fotos e projeções feitas em caminhadas pela orla realçam a capacidade de inovação desses trabalhadores, que criam estruturas para transportar mercadorias e organizar o trabalho no dia a dia.

Cerca de 80% das fotos foram tiradas em Copacabana, onde a atividade é mais forte. Os 20% restantes vieram das areias do Arpoador, Ipanema e Leblon.

O contexto: exposição chega em meio a protestos de ambulantes

A mostra chega ao espaço cultural em um momento sensível. Ambulantes protestam contra o Programa Tolerância Zero, lançado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como iniciativa de ordem urbana na orla. A ação intensificou a fiscalização contra camelôs sem credenciais do município, com a prefeitura afirmando que o comércio irregular era explorado e rendia cifras milionárias a facções do crime organizado.

O Movimento Unido dos Camelôs (Muca) tem ido às ruas para protestar e cobrar diálogo, afirmando que os trabalhadores estão sendo tratados como criminosos. O programa também foi contestado pelo Ministério Público Federal, que ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata.

Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, a medida foi implementada sem diálogo com a União, sem participação da sociedade e sem alternativas para a regularização dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.

O que os ambulantes temem e o que o fotógrafo defende

Em conversas com os ambulantes, Rogério Reis ouviu relatos preocupados sobre uma possível tentativa de privatização desse negócio, que ocorre em condições precárias. Há o temor de que, algum dia, o mercado das areias seja ocupado por empresas.

A maioria dos trabalhadores é autônoma. Reis defende que o governo municipal, em vez do Tolerância Zero, deveria ter um projeto socioeducativo para qualificar esse tipo de trabalho. A exposição, nesse sentido, funciona como um registro da dignidade e da inventividade desses profissionais.

Onde ver a exposição e como isso afeta você

Se você mora no Rio ou pretende visitar a cidade até o fim do mês, vale reservar um tempo para conhecer o trabalho de Rogério Reis. A exposição está no Centro Municipal Hélio Oiticica, no centro da capital, e a entrada é uma oportunidade de enxergar a orla com outros olhos. Ao valorizar a criatividade dos ambulantes, a mostra convida a repensar o papel desses trabalhadores na cidade.

Para quem se interessa por fotografia, é uma chance de ver um olhar artístico sobre o cotidiano. Para quem acompanha o debate urbano, é um registro visual de um momento de tensão e resistência.

Perguntas Frequentes

Onde fica o Centro Municipal Hélio Oiticica?

O espaço cultural fica no centro do Rio de Janeiro. A exposição 'Não Somos Mula' ocupa o local até o dia 30.

Quantas fotos tem a exposição?

São cerca de 120 fotografias, a maioria inédita, do fotógrafo Rogério Reis.

Qual é o tema central das fotos?

A criatividade e a força dos trabalhadores ambulantes das praias do Rio, com ênfase nas estruturas improvisadas que usam para transportar mercadorias.

A exposição tem relação com os protestos de ambulantes?

A mostra chega em um momento em que ambulantes protestam contra o Programa Tolerância Zero da Prefeitura do Rio, mas as fotos foram feitas ao longo de caminhadas pela orla, sem vínculo direto com o programa.

Quem é Rogério Reis?

É um fotógrafo premiado que registra o cotidiano das praias cariocas. Seu trabalho na exposição dá visibilidade à capacidade de inovação dos ambulantes.

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Aline Furtado

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